segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Da cor de Sol

E é nesse sol que identifico minha vida. Não mais na lua, mesmo sempre presente antes de dormir e sonhar com algo que me espera. O que exatamente eu não sei.
Da cor de sol. Escolhido por aparecer somente em meus pensamentos o seu adormecer, mas me prepara para um dia e me dá energias ao surgir em meu quarto e como Deus me toca e diz suavemente:
- Amor, seu despertador já tocou 5 vezes. Levanta e venha me ver nascer pra você. Levante e sinta o meu tocar em você.
E me dá energias e força para desfazer-me dos pensamentos que teimo em fugir e sorrir ao perceber que não falo sozinha, mas com ele. E me perceber rindo e esticando meu corpo somente para ele e sua cor me faz ter um dia lindo.
E me abraça, me envolve e me entrego a luz. Me entrego a sua cor tão instável e imperfeita como eu. E é da sua imperfeição que a faz perfeita, para mim, para minha vida.
E sua imperfeição perfeita me aquece. Me deseja bons dias cada vez mais próximos.
E ao vê-lo com o mar me faz perceber que o que sinto é tão pequeno perto do que pode me proporcionar.
Quero me deleitar com essas cores e viver o jamais vivido. Viver a liberdade, o contato, o direto do indireto, o perfeito da imperfeição, o contraste.
É querer acordar e sentir que é somente meu. E para mim se mostra. Para mim nasce todos os dias.
É para mim que dá bons dias. Para mim e só para mim.
A cor de sol que flui por minha janela é a cor do meu "Eu" que deseja ser como a cor de sol e ir além da janela.
A janela cor de sol.
A janela da minha alma.
Minha alma cor de sol.
Na janela a cor de Sol.